quinta-feira, 16 de maio de 2013

Misticismo tecnológico

O ateísmo tecnológica pode salvar-nos desta barbárie.

A tecnologia abafa nossa criatividade

Estudantes do século XXI ainda preferem a sala de aula

Não sou contra a tecnologia pois utilizo a roda e a caneta, e até instrumentos musicais altamente tecnificados, mas isso não vai salvar a humanidade do desastre.

A febre do integrismo tecnológico acusando tudo e todos de atraso civilizacional é, como todos os integrismos, míope.

Se, como afirma John A. Sloboda, a maioria das nossas respostas à música são aprendidas, as respostas emocionais à tecnologia são também aprendidas. E a pergunta é: quem nos induz essas respostas?

Acabamos de saber que as redes sociais, correios electrónicos, conversas telefónicas e tudo o que circula pela Internet é monitorizado pelo Grande Irmão orwelliano, o espião global que vigia os nossos comportamentos para tirar maior lucro económico dos nossos desejos ou apagar a nossa dissidência. São eles que precisam da minha literacia tecnológica para globalizar as respostas emocionais dos animais outrora humanos.

O Grátis Total sempre teve um preço muito alto. Quando utilizamos serviços gratuitos na Internet, deixamos de ser clientes com direitos para transformar-nos em mera mercadoria transaccional. As promessas de confidencialidade que as empresas, como a Google, nos fazem sobre utilização de nossos dados, documentos, opiniões, escolhas ou gostos é flatulência indissimulável. Tudo o que enviamos, partilhamos ou guardamos na nuvem da Internet é objecto de tráfico indecoroso e criminoso. Para além dos lucros económicos que tiram da nossa inocência gratuita, agora viu à tona o caso PRISM para mostrar que a nossa privacidade na Internet é utilizada mesmo para aqueles fins que detestamos.

Muita gente vai lamentar a utilização da rede para tudo pois não foram advertidos de que estavam a vender a alma ao diabo e agora veem a sua existência profanada.

Não podemos viver sem a roda? pois talvez não, mas não é a roda que nos vai salvar desta barbárie. O ateísmo tecnológica ainda pode ser uma salvação porque só o pensamento, e a música como pensamento complexo e abstracto, nos faz livres.


3 comentários:

  1. Não sei em que circunstâncias foi feito este estudo por isso não posso pronunciar-me sobre os resultados que são sem duvida... surpreendentes!

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  2. Olá Rudesindo, continuo à espera do comentário que nos deixou em suspenso:
    "O ateismo tecnológica pode salvar-nos desta barbárie."

    Estou curiosa...

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  3. Quando acabar o semestre desenvolvo com mais argumentos porque pensar leva o seu tempo.

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